Era uma garota de alma velha... Parecia uma jovem normal, usava jeans, tênis e camiseta. Mas era velha. Tinha responsabilidades demais, cobranças demais e conhecimento demais. Freqüentava cafés enquanto os da sua idade iam a bares e boates, gostava de literatura, poesia, cinema alternativo, enquanto sua geração fora criada em frente à TV, comendo besteiras e curtindo bobeiras.
Não se sabe quando e nem onde ela começara a se interessar por aquelas coisas, só se sabe que aquilo era parte dela, na verdade, tudo aquilo era ela, tudo o que ela era. Ela não tinha nenhuma pretensão de parecer Cult ou qualquer coisa do tipo. Queria apenas absorver tudo aquilo e ser daquela forma a fazia a cada dia mais feliz.
Não gostava de discutir, de entrar em rodas filosóficas, em conversas que só servem para exibir quem tem mais conhecimento. Gostava de sentar-se sozinha no café e ler um bom livro, ouvir um pouco de Jazz, Blues, observar as pessoas. Também gostava de novidades, de ir ao cinema sozinha – sempre só – e mergulhar naqueles filmes que a levavam a pensar. Ela era velha e só, muito só. Era quase rabugenta. Vivia em um universo particular.
Claro que ela sabia ser sociável. Como sempre pensou que arte é para ser percebida e não discutida e que conhecimento é para ser partilhado e não jogado na cara dos outros, tinha amigos normais. Pessoas com seus 20 e poucos anos e que viviam como tal. Ela ria com eles, se divertia e também aprendia muito sobre aquela sociedade na qual ela vivia. Às vezes, ela até se arriscava a ir a um barzinho ou outro com seus amigos e sempre achava divertido. Mas ao chegar em casa, sentia um vazio, era como se tivesse perdido um pouco do seu tempo. Ela se sentia estranha nessas horas, mas no fundo, sabia que valera a pena sair um pouco do seu mundinho e agir como uma jovem normal.
Era alternativa sem ser. Freqüentava lugares alternativos, gostava deles, mas nem sempre das pessoas. Ela na era radical em nada e sempre se orgulhou de ser curiosa e de tentar conhecer um pouco de tudo antes de julgar se gostava ou não. Ela amava poder ver tudo, ser tudo e não ter que se prender a rótulos. Muitas tribos a discriminavam por isso e a discriminavam, mas ela nem ligava. Ela não queria pertencer, apenas gostar.
Ela freqüentava shows de rock, jazz, samba, MPB, blues, funk e até pop. Amava filmes franceses, israelenses, espanhóis e até aquelas comédias românticas de Holywood. Lia clássicos literários, poesias e também muitas revistas, inclusive de fofocas. Assistia à TV e se divertia. Freqüentava museus, galerias de arte, bares, restaurantes, shows e feiras. Também amava os festivais – independente do tema, ela os adorava.
Alguns a chamavam de velha, outros nem percebiam o que ela era. Às vezes, a julgavam louca, mas ela não o era. Autista. Talvez sim, mas só quando queria... Tinha uma alma velha, mas sabia se portar como jovem. Vivia fora de seu tempo, mas nem sempre. Era velha, mas sabia se divertir e conviver muito bem com os jovens. Sabia se passar por nova. Vivia em paz e se sentia livre.
Não se sabe quando e nem onde ela começara a se interessar por aquelas coisas, só se sabe que aquilo era parte dela, na verdade, tudo aquilo era ela, tudo o que ela era. Ela não tinha nenhuma pretensão de parecer Cult ou qualquer coisa do tipo. Queria apenas absorver tudo aquilo e ser daquela forma a fazia a cada dia mais feliz.
Não gostava de discutir, de entrar em rodas filosóficas, em conversas que só servem para exibir quem tem mais conhecimento. Gostava de sentar-se sozinha no café e ler um bom livro, ouvir um pouco de Jazz, Blues, observar as pessoas. Também gostava de novidades, de ir ao cinema sozinha – sempre só – e mergulhar naqueles filmes que a levavam a pensar. Ela era velha e só, muito só. Era quase rabugenta. Vivia em um universo particular.
Claro que ela sabia ser sociável. Como sempre pensou que arte é para ser percebida e não discutida e que conhecimento é para ser partilhado e não jogado na cara dos outros, tinha amigos normais. Pessoas com seus 20 e poucos anos e que viviam como tal. Ela ria com eles, se divertia e também aprendia muito sobre aquela sociedade na qual ela vivia. Às vezes, ela até se arriscava a ir a um barzinho ou outro com seus amigos e sempre achava divertido. Mas ao chegar em casa, sentia um vazio, era como se tivesse perdido um pouco do seu tempo. Ela se sentia estranha nessas horas, mas no fundo, sabia que valera a pena sair um pouco do seu mundinho e agir como uma jovem normal.
Era alternativa sem ser. Freqüentava lugares alternativos, gostava deles, mas nem sempre das pessoas. Ela na era radical em nada e sempre se orgulhou de ser curiosa e de tentar conhecer um pouco de tudo antes de julgar se gostava ou não. Ela amava poder ver tudo, ser tudo e não ter que se prender a rótulos. Muitas tribos a discriminavam por isso e a discriminavam, mas ela nem ligava. Ela não queria pertencer, apenas gostar.
Ela freqüentava shows de rock, jazz, samba, MPB, blues, funk e até pop. Amava filmes franceses, israelenses, espanhóis e até aquelas comédias românticas de Holywood. Lia clássicos literários, poesias e também muitas revistas, inclusive de fofocas. Assistia à TV e se divertia. Freqüentava museus, galerias de arte, bares, restaurantes, shows e feiras. Também amava os festivais – independente do tema, ela os adorava.
Alguns a chamavam de velha, outros nem percebiam o que ela era. Às vezes, a julgavam louca, mas ela não o era. Autista. Talvez sim, mas só quando queria... Tinha uma alma velha, mas sabia se portar como jovem. Vivia fora de seu tempo, mas nem sempre. Era velha, mas sabia se divertir e conviver muito bem com os jovens. Sabia se passar por nova. Vivia em paz e se sentia livre.